terça-feira, 25 de novembro de 2008

GLOBO DF

Bem, ontem eu não pude retornar ao MVJ para postar a edição do 'GLOBO SP'.

Mas, vamos ao GLOBO DF, de Brasília.


Projeto original de Águas Claras está ameaçado

Tudo por conta do aumento populacional e da construção de edifícios cada vez mais altos. Os moradores reclamam: perdem em qualidade de vida.
Águas Claras foi planejada para ter 160 mil moradores. Já tem 110 mil e ainda falta entregar 40% dos imóveis. No projeto original os prédios tinham até 12 andares, mas em 1998 uma lei autorizou construções mais altas. Já tem edifício com 28 pavimentos. O arquiteto Paulo Zimbres, que fez a planta original, questiona a estrutura da cidade frente ao crescimento. No desenho havia mais verde, em toda a extensão da linha do metrô, e árvores ao longo das duas principais avenidas. Além de 50 praças. “Tem que começar, urgente, parece que já existem medidas nesse sentido, a urbanizar os espaços públicos. O projeto original está ameaçado por uma densidade maior e deverá ser protegido por uma revisão”, diz Paulo Zimbres. Nessa segunda-feira (24) o DFTV mostrou que quando chove, pela falta de vegetação, o único parque da cidade recebe o material das obras. Resultado: com o depósito de terra nos lagos o nível está cada vez mais baixo. A administração da cidade diz que ainda este ano serão plantadas cinco mil mudas de árvores e que as áreas destinadas a praças não terão outra finalidade, como estacionamento, por exemplo. De acordo com o administrador, uma comissão prepara uma proposta de um plano diretor, com regras para limitar o crescimento. “Nós vamos ter um limite de andares, sim. Não vamos estar sujeitos a prédios com uma altura não suportada pela infra-estrutura da cidade”, garante Antônio Pontes. Os moradores reclamam, principalmente, das condições do trânsito. “O trânsito dentro da cidade, nas principais avenidas, é bem complicado. Achar estacionamento é outra complicação. Muitas vezes sou obrigada a deixar o carro distante do lugar onde vou levar meus filhos”, conta a professora Gizele Santos. “A gente tem as mesmas características de cidades grandes como São Paulo e Rio de Janeiro: trânsito parado quase o tempo todo. Dependendo do horário você nem consegue sair”, acrescenta o servidor público Frederico Corrêa. Entre as mudanças de trânsito, a partir do dia 10 de dezembro as duas principais avenidas de Águas Claras, a Castanheiras e Araucária, que hoje são de mão dupla, vão ter sentido único.
Brasília ganha novo cartão-postal
Em 2002, a inauguração da Ponte JK foi destaque no DFTV. O custo total da obra ficou muito acima do previsto.
Com 1,2 km de comprimento, a Ponte JK enfeitou a cidade e desafogou o trânsito do Lago Sul, Paranoá e São Sebastião. Premiado, o projeto arquitetônico desafiou a engenharia para ser erguido. Durante a construção, a data de entrega foi remarcada três vezes, mas o que mais chamou a atenção dos moradores de Brasília foi a variação de preço. O custo descrito no projeto básico era de R$ 40 milhões. Mesmo assim, quando a obra começou a ser transposta do papel para o local da construção, as necessidades eram tão diferentes do que tinham sido previsto inicialmente, que os valores mais que quadruplicaram. Resultado: o custo final ficou em R$ 186 milhões. Governador à época, Joaquim Roriz reconheceu que a ponte ficou cara demais. "Nós tínhamos uma previsão de um custo determinado. Porém, isso realmente extrapolou todas as previsões. Todas". Na inauguração, ao comentar denúncias de superfaturamento o empresário responsável pela obra chorou: "está aqui a minha mãe, que me ensinou de honestidade e seriedade. E isso ainda fala alto ao meu coração", declarou o empresário José Celso Gontijo. Desde o início, técnicos do Tribunal de Contas do DF contestaram o projeto básico da ponte. Detectaram vários preços acima do valor de mercado até 500% maiores. Pelas falhas nesse projeto, que não detalhava os custos de cada produto, o então presidente da Novacap, Elmar Luiz Koenigkan, foi condenado a pagar multa de R$ 12 mil. Mesmo assim, os conselheiros do TCDF liberaram o edital de licitação para a obra começar. "Por conta da deficiência no projeto básico, não foi possível o corpo técnico confirmar se havia itens superfaturados", disse a procuradora Cláudia Fernanda. O presidente do tribunal, Paulo Cesar Ávila, afirma que todos os acréscimos foram justificados pela Novacap e que não há prova de prejuízo aos cofres públicos. "Houve tantas alterações do projeto básico inicial, aquele que acompanhava o edital, até o produto final, que gerou esses acréscimos todos. Então, por exemplo, a previsão inicial era para duas pistas de rolamento, mas foi preciso mais uma. Esse acréscimo gerou uma série de providências complementares, como reforço na estrutura, e isso foi encarecendo a obra". Dos R$ 186 milhões, R$ 26 milhões ainda não foram pagos ao consórcio que construiu a ponte. Corrigido, esse débito chega a R$ 50 milhões. Em março, o Tribunal de Contas pediu à Novacap mais explicações sobre como gastou esse valor.
Espero que tenham aprovado. O Igor Coutinho disse ,hoje, que vai postar mais notícias para os fanáticos pelo esporte.
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