segunda-feira, 24 de novembro de 2008

GLOBO RIO

Olá, telespectadores.
As informações de hoje serão da Globo Rio (www.g1.com.br/rjtv)
Feira de Ipanema completa 40 anos e reúne diferentes gerações

Edição: Caio Machado.

Um patrimônio do Rio faz aniversário. A feira de Ipanema que é um programa já tradicional dos domingos do carioca completa 40 anos. A comemoração reuniu gerações dos anos 60 e 70, na Praça General Osório. Dona Maria veio de Vargem Grande para a festa. Há mais de 30 anos, ela acompanha de perto as novidades. “O clima daqui é ótimo, lindo e maravilhoso. Só tem coisa boa”, O expositor Ivan Jiliek nasceu na Croácia, mas o coração é carioca desde criancinha. Ele foi um dos primeiros artesãos da Feira de Ipanema. Até hoje, os objetivos continuam os mesmos: “primeiro, bater papo, conversar com os amigos e rir um bocado. Depois, ganhar o pão nosso de cada dia”, diz. O começo foi difícil para essa turma. Até repressão da polícia, eles enfrentaram na época da ditadura. “Eu não cheguei a ser preso, porque, na hora, eu fugi. Peguei os quadros e corri, mas muitos amigos meus foram presos. Tinha muita gente, argentinos e bolivianos, que eles colocaram em um avião e foram de país em país deixando”, conta o expositor Luciano de Holanda. A primeira licença veio em 1971 e Luciano não parou mais. A praça tem espaço para as cores e misturas que encantam cariocas e turistas. São bijuterias, bolsas, temperos e sabores pra todos os gostos. Sem se importar com a chuva e o frio, artesãos e freqüentadores festejaram juntos, ao som das músicas dos anos 60 e 70. Os ideais de paz e amor, defendidos pelos hippies tempos atrás, foram lembrados com todos cantando a mesma canção.

Porteiro morre depois de esperar 50 minutos por ambulância

Edição: Caio Machado

Uma história triste e que revolta todo mundo, especialmente as pessoas que dependem de serviços e de hospitais públicos. Falamos do caso do porteiro Severino, que morreu enquanto esperava uma ambulância. Seu Severino Ramos Dias, de 53 anos, passou mal no trabalho, no sábado à noite (22). Moradores do prédio tentaram acionar o serviço de atendimento médico de urgência (SAMU), por mais de 40 minutos. O porteiro não resistiu e morreu antes da chegada da ambulância. O repórter Fernando Moreira acompanhou o velório hoje cedo em Austin. O corpo de Severino Ramos Dias, de 53 anos, foi velado até o fim da manhã numa igreja evangélica em Austin, na Baixada Fluminense. A família ainda estava chocada. Segundo os parentes, o porteiro não sofria de doenças cardíacas e nem tinha outros problemas de saúde. A família recebeu a notícia no domingo pela manhã, horário em que Severino estaria voltando do trabalho, na Barra da Tijuca. Um funcionário de um condomínio próximo foi à casa de um dos parentes para explicar o que aconteceu. “Ficamos em estado de choque. Quando ele falou que foi por falta de atendimento, a família está toda chocada e não dá para aceitar, porque o condomínio é na Barra da Tijuca e o SAMU tão perto e levar 55 minutos para poder fazer um socorro, dava para atender, se eles chegassem um pouco antes acho que dava para socorrer ele”, fala Ana Paula Dias, filha de Severino. Severino era quem sustentava a família com um salário de pouco mais de mil reais. Três filhos solteiros e a esposa que estava inconsolável. Imagens gravadas pela câmera do condomínio onde o porteiro trabalhava, mostra o momento em que ele passou mal na noite de sábado. O síndico tentou chamar socorro. “Tentei acionar o 192 e liguei insistentemente e ninguém atendeu ao telefone, isso durante 10, 15 minutos insistindo. Eu desesperado com aquela situação peguei o rapaz vamos embora para o hospital que eu vou te levar de carro, quando o elevador parou S2 eu saí e quando falei, vamos ele caiu”, conta Basílio, sindico do prédio. Enquanto um médico que mora no condomínio tentava reanimar o porteiro, o síndico ainda pedia o atendimento. “Enquanto eles tentavam reanimá-lo eu voltei a insistir com o SAMU e nada de me atenderem”, diz. O médico que aplicou os primeiros socorros criticou a demora. “Certamente as chances que ele teria de sobreviver muito provavelmente seriam maiores, não tenho a menor dúvida se o socorro tivesse sido rápido”, fala Armando D’Aboim. “Se o SAMU tivesse ido lá e prestado socorro e ele tivesse morrido dentro da ambulância nós estávamos conformado porque sabíamos que tinha havido algum socorro”, comenta uma familiar. Foi uma demora que pode ter custado a vida do senhor Severino. Depois de ouvir a versão de quem estava no prédio, a equipe do RJTV conversou com o coronel Silva Ferreira, coordenador do SAMU para saber o que diz a equipe do sistema que recebe as ligações. Um dos problemas é a grande quantidade de trotes que o SAMU recebe. Para entendermos a central de atendimento do SAMU funciona na Ilha do Governador. São 18 atendentes e cerca de 1800 ligações por dia e desse total 30% são trotes.

Veja agora, na íntegra a entrevista do RJTV com o coronel do SAMU:

RJTV- Por que houve demora no atendimento no SAMU? Qual a explicação para isso?

Coronel- Não houve nenhum problema. O que acontece é que nesse horário existem de fato muitas chamadas que pode ter congestionado um pouco, mas nós estamos apurando se houve algum problema da área da Barra da Tijuca junto com a Telemar, já solicitamos com eles a verificação do nosso sistema 192 e estamos apurando o fato ocorrido em relação a esse caso, incidente que houve na madrugada de domingo.

RJTV- Os pacientes reclamam muito da demora, alguns pacientes chegam a esperar duas horas para serem atendidos. Qual o critério na hora de enviar as ambulâncias? Temos dentro da nossa central de regulação vários médicos, cerca de 10 médicos reguladores diariamente que resolvem a maior parte dos problemas por telefone através da orientação e eles definem se vão mandar uma ambulância avançada ou básica dependendo do caso. Hoje nós temos pela cidade do Rio espalhados 56 postos para agilizar esse tempo. O nosso tempo médio de reposta está em torno de nove minutos. O telefone da ouvidoria do SAMU para quem tiver problemas e quiser fazer reclamações é 2299-9696.

Bem, essa foi a edição de hoje da Globo Rio.

EDITOR-CHEFE
Caio Machado

EDITOR EXECUTIVO
Caio Machado

FONTE
www.g1.com.br/rjtv

FINALIZAÇÃO
Caio Machado

Copyright© 2008
Caio Guimarães Machado


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Até mais, voltarei ainda hoje com a edição 'GLOBO SP'.

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