Não se sabe a fonte, mas achei interessante, Ah, quase esqueci dos 'direitos autorais' foi 'um tal' de Matheus Gulão que me enviou.
"Um dia de Jornal Hoje
De segunda à sexta, às 8 da manhã, os editores do Jornal Hoje participam de uma reunião essencial, que vai definir a edição que vai ao ar cinco horas depois, às 13h20. - Alô, Brasília. Bom dia, Cristina Serra - começa o editor-chefe, Marco Antônio Rodrigues. - Bom dia - diz Cristina, a responsável pela apresentação das notícias de Brasília, que discute com Marco Antônio quais reportagens da capital deverão ir ao ar mais tarde, o formato e o conteúdo. É uma conferência nacional, de viva-voz, com participação de nove dos integrantes da equipe do Jornal Hoje em São Paulo e dos editores de outras 14 capitais. Chama-se de "reunião de caixa de sapato", apelido do aparelho que permite a conversa e a troca de pautas entre as emissoras de diferentes estados. - Alô, Rio. Bom dia... Ouve-se a voz da jornalista Fátima Angelo, que passa a pauta do Rio de Janeiro. Como os outros editores, ele pode oferecer reportagens, entradas ao vivo ou notas, de dois tipos. "Nota coberta" é aquela que tem imagens e voz do apresentador, em off. "Nota pelada" é aquela informação que o apresentador lê ao vivo, sem imagem de fundo. Depois é a vez das notícias de São Paulo. As editoras Luciana Bistane e Luciana Cantão se revezam para relatar aos outros jornalistas os assuntos do dia em São Paulo. Pelo menos duas equipes de reportagem completas trabalham para o Jornal Hoje na cidade, que pode contar ainda com outros repórteres da Globo-SP e afiliadas no interior. Fechado o foco das matérias com o editor-chefe, as duas jornalistas acertam detalhes com o subchefe de reportagem, Walter Mesquita, dono de uma invejável agenda telefônica, bíblia dos jornalistas. Para o sucesso dessa reunião, em que se conhece logo de manhã muitas das manchetes dos telejornais do dia (e dos jornais impressos do dia seguinte), é fundamental o trabalho das coordenadoras de produção de rede, Mylene Monteiro e Fernanda Cesaroni. Uma chega às 7h da manhã e prepara o cardápio da conferência. Outra passa a tarde pensando no telejornal do dia seguinte. Sempre de olho e ouvido em tudo o que é notícia no Brasil. Depois da previsão de 16 capitais brasileiras, a editora de internacional, Márcia Moretti, que já leu os textos e viu as imagens das agências estrangeiras, passa o que de mais importante acontece no mundo. Moretti conta com o apoio dos escritórios da Globo em Nova Iorque e Londres. A reunião termina por volta das 9 horas da manhã. Começa, então, a corrida contra o relógio. O editor-chefe, Marco Antônio Rodrigues, e a editora-executiva, Márcia Corrêa, escolhem a ordem e o tempo em que as matérias vão ao ar. Os apresentadores Carlos Nascimento e Carla Vilhena escrevem notas e gravam chamadas. Edson Torres, editor de política e economia, conversa a manhã toda com os editores de Brasília. Sempre atento, não tira os olhos das agências de notícias e ainda arruma tempo para cuidar do que vem de Minas. Os editores de Brasil, João Ricardo Lima e Cláudia Liz, também passam parte da manhã pendurados no telefone. Discutem os temas do dia com os editores de todas as capitais, aprovam os textos, reeditam matérias e recebem as notícias de última hora. É um trabalho de co-edição, via telefone. Luciana Bistane e Luciana Cantão, as duas editoras de São Paulo, combinam os textos diretamente com os repórteres e entram nas ilhas de edição. A manhã voa. Ás 11h15, começam a chegar as reportagens das outras praças, via satélite. Primeiro, do Sul do País. Depois, Nordeste, Centro-Oeste, Norte, mais as notícias de Minas, Brasília, Rio de Janeiro e, enfim, Londres e Nova Iorque. Mais correria. As imagens são editadas, os textos fechados. 1 hora da tarde. Está pronta a "escalada", a abertura do Jornal Hoje, a nossa "primeira página", com as manchetes do dia. Logo depois do jornal, começa outra reunião, com 11 jornalistas em São Paulo e participação do Rio e Brasília no telefone viva-voz. Editores e produtores apresentam sugestões para os dias seguintes. A produtora Regina Alves é a responsável pela produção da praça São Paulo. Normalmente, as matérias são fechadas na reunião de pauta logo após o jornal. Cabe a ela em contato direto com as editoras, virar, mudar, trocar os assuntos do dia seguinte dependendo da repercussão. É um radar ligado o tempo inteiro para não perder assunto nenhum que seja destaque no jornal do dia seguinte. "
De segunda à sexta, às 8 da manhã, os editores do Jornal Hoje participam de uma reunião essencial, que vai definir a edição que vai ao ar cinco horas depois, às 13h20. - Alô, Brasília. Bom dia, Cristina Serra - começa o editor-chefe, Marco Antônio Rodrigues. - Bom dia - diz Cristina, a responsável pela apresentação das notícias de Brasília, que discute com Marco Antônio quais reportagens da capital deverão ir ao ar mais tarde, o formato e o conteúdo. É uma conferência nacional, de viva-voz, com participação de nove dos integrantes da equipe do Jornal Hoje em São Paulo e dos editores de outras 14 capitais. Chama-se de "reunião de caixa de sapato", apelido do aparelho que permite a conversa e a troca de pautas entre as emissoras de diferentes estados. - Alô, Rio. Bom dia... Ouve-se a voz da jornalista Fátima Angelo, que passa a pauta do Rio de Janeiro. Como os outros editores, ele pode oferecer reportagens, entradas ao vivo ou notas, de dois tipos. "Nota coberta" é aquela que tem imagens e voz do apresentador, em off. "Nota pelada" é aquela informação que o apresentador lê ao vivo, sem imagem de fundo. Depois é a vez das notícias de São Paulo. As editoras Luciana Bistane e Luciana Cantão se revezam para relatar aos outros jornalistas os assuntos do dia em São Paulo. Pelo menos duas equipes de reportagem completas trabalham para o Jornal Hoje na cidade, que pode contar ainda com outros repórteres da Globo-SP e afiliadas no interior. Fechado o foco das matérias com o editor-chefe, as duas jornalistas acertam detalhes com o subchefe de reportagem, Walter Mesquita, dono de uma invejável agenda telefônica, bíblia dos jornalistas. Para o sucesso dessa reunião, em que se conhece logo de manhã muitas das manchetes dos telejornais do dia (e dos jornais impressos do dia seguinte), é fundamental o trabalho das coordenadoras de produção de rede, Mylene Monteiro e Fernanda Cesaroni. Uma chega às 7h da manhã e prepara o cardápio da conferência. Outra passa a tarde pensando no telejornal do dia seguinte. Sempre de olho e ouvido em tudo o que é notícia no Brasil. Depois da previsão de 16 capitais brasileiras, a editora de internacional, Márcia Moretti, que já leu os textos e viu as imagens das agências estrangeiras, passa o que de mais importante acontece no mundo. Moretti conta com o apoio dos escritórios da Globo em Nova Iorque e Londres. A reunião termina por volta das 9 horas da manhã. Começa, então, a corrida contra o relógio. O editor-chefe, Marco Antônio Rodrigues, e a editora-executiva, Márcia Corrêa, escolhem a ordem e o tempo em que as matérias vão ao ar. Os apresentadores Carlos Nascimento e Carla Vilhena escrevem notas e gravam chamadas. Edson Torres, editor de política e economia, conversa a manhã toda com os editores de Brasília. Sempre atento, não tira os olhos das agências de notícias e ainda arruma tempo para cuidar do que vem de Minas. Os editores de Brasil, João Ricardo Lima e Cláudia Liz, também passam parte da manhã pendurados no telefone. Discutem os temas do dia com os editores de todas as capitais, aprovam os textos, reeditam matérias e recebem as notícias de última hora. É um trabalho de co-edição, via telefone. Luciana Bistane e Luciana Cantão, as duas editoras de São Paulo, combinam os textos diretamente com os repórteres e entram nas ilhas de edição. A manhã voa. Ás 11h15, começam a chegar as reportagens das outras praças, via satélite. Primeiro, do Sul do País. Depois, Nordeste, Centro-Oeste, Norte, mais as notícias de Minas, Brasília, Rio de Janeiro e, enfim, Londres e Nova Iorque. Mais correria. As imagens são editadas, os textos fechados. 1 hora da tarde. Está pronta a "escalada", a abertura do Jornal Hoje, a nossa "primeira página", com as manchetes do dia. Logo depois do jornal, começa outra reunião, com 11 jornalistas em São Paulo e participação do Rio e Brasília no telefone viva-voz. Editores e produtores apresentam sugestões para os dias seguintes. A produtora Regina Alves é a responsável pela produção da praça São Paulo. Normalmente, as matérias são fechadas na reunião de pauta logo após o jornal. Cabe a ela em contato direto com as editoras, virar, mudar, trocar os assuntos do dia seguinte dependendo da repercussão. É um radar ligado o tempo inteiro para não perder assunto nenhum que seja destaque no jornal do dia seguinte. "
O MVJ agradece á Matheus Gulão por esse interessantíssimo texto.

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